CAMINHO

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FÉ - ESPERANÇA - PAZ - AMOR

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

ENSINAMENTOS DE FREI IGNÁCIO LARRAÑAGA - "ITINERÁRIO RUMO A DEUS"

"ITINERÁRIO RUMO A DEUS"

Este livro é fruto da convicção de que "Deus não é teoria, nem teologia. É pessoa concreta..." (p. 7). Ignácio Larrañaga, a partir de sua experiência de oração, propõe um itinerário para que seus leitores possam falar de Deus com autoridade, pois "Ninguém terá o direito de falar de Deus, se não falar com Deus..." (p. 8).

O caminho que conduz a Deus passa pela oração, que não é jogo de palavras sem nexo, mas o establecimento de uma relação que leva ao encontro do orante com o "Tu" que é mistério infinito.
A oração é a relação de dois amantes. É um diálogo de amor, que nem sempre precisa de palavras, pois é o encontro de interioridades.
Como estabelecer esta relação? Lançar-se de cabeça no mar de Deus, acalmar-se, acolher o mistério infinito de Deus. Adorar em espírito e verdade.
O autor adverte que aprofundar-se neste mistério não é utopia fácil. É preciso evitar as ilusões, sem incorrer em racionalismo.
Mesmo com dificuldades, o itinerário rumo a Deus vale a pena, pois, se feito com esforço, esperança e paciência, leva a alma ao inefável abraço do seu Amado.
Através de quatro capítulos deste livro: princípios e constantes da oração; purificação e ascensão penitencial; rumo ao encontro; oração e vida,  Ignácio Larrañaga descreve-nos as diversas fases do itinerário rumo a Deus. Nesse caminho de vida espiritual, as primeiras fases são iniciativa da alma, mas, pouco a pouco, o próprio Deus vai tomando a iniciativa, conduzindo-a até as últimas alturas.
 ("Itinerário Rumo a Deus" - Editora Paulus - texto)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

IMPRENSA REGISTRA PRESENÇA E PALESTRAS DE FREI IGNÁCIO - II

IGNÁCIO LARRAÑAGA FICA ATÉ 15 DE OUTUBRO NO BRASIL
DE MANAUS AO RIO DE JANEIRO

Aos 80 anos, Frei Capuchinho faz Giro Mundial de evangelização em mais de 20 países. Ele chegou ao Brasil no último dia 15 de setembro, onde fez palestra em Manaus e Goiania e segue amanhã para Cuiabá, no Mato Grosso.

Reconhecido pela Editora Paulinas como um dos autores sobre livros de espiritualidade e auto ajuda mais lido no mundo, presente hoje em 44 países e com seus livros traduzidos em 11 idiomas diferentes, o fundador das Oficinas de Oração e Vida traz, Frei Ignácio Larrañaga, traz sua mensagem aos brasileiros em eventos que se realizam até 14 de outubro.
Ignacio Larrañaga Orbegozo, sacerdote Franciscano-Capuchinho, há mais de 35 anos tem dedicado sua vida a comunicar mensagens que influíram positivamente na vida de milhões de pessoas, nos cinco continentes. Seus livros, discos, vídeos, suas apresentações pessoais nos "Encontros de Experiência de Deus" e a fundação de sua obra culminante "Oficinas de Oração e Vida" (TOV), o converteram, não só no autor católico mais lido no mundo, mas num homem de profunda espiritualidade e riqueza de conteúdos.

Suas palestras e conferências atraem milhares de pessoas como ocorreu em Monterrey, México, na Semana Santa de 2008, que durante três dias cerca de 8.000 pessoas assistiram suas exposições e sessões de perguntas e respostas.
A partir de 2009 Frei Larrañaga quer chegar a todas as pessoas que não podem dedicar três ou cinco dias para escutá-lo mas que desejam receber suas mensagens em eventos de duas ou três horas de duração. Assim nasce "Ao Encontro Contigo", uma resposta a essa solicitação de empresários, jovens, idosos, trabalhadores, casais, pessoas que já ouviram falar do Frei, sabem de seu trabalho e querem vê-lo, ouvi-lo e que desejam um encontro pessoal com ele.

Veja abaixo a programação dos eventos de Frei Ignácio Larrañaga pelo Brasil:

"Programação Giro Mundial no Brasil"

MANAUS - AM
17 de setembro, quinta-feira - Encontro com Guias - 08:00 - 10:00h - Casa de Retiro Laura Vicuña;
Palestra para Jovens e Educadores - 19:00 - 21:00h - Centro Universitário UniNorte

GOIÂNIA - GO

19 de setembro, sábado - Palestra para Casais e Famílias - 15:00 - 17:30 h - Centro Pastoral Dom Fernando; 20 de setembro, domingo - Palestra para Público em Geral e Santa Missa - 09:00 - 12:30 h
Centro Pastoral Dom Fernando

CUIABÁ - MT

22 de setembro, terça-feira - Palestra para Casais e Família - 19:00 - 21:00 h - Hotel Fazenda Mato Grosso; 23 de setembro, quarta-feira - Palestra para Público em Geral - 19:00 - 21:00 h - Hotel Fazenda Mato Grosso

CURITIBA - PR

25 de setembro, sexta-feira - Palestra para Pais e Professores - 20:15 - 22:15 h - Colégio Marista Santa Maria; 26 de setembro, sábado - Palestra para Público em Geral - 14:30 - 16:30 h - Colégio Marista Santa Maria; 27 de setembro, domingo - Encontro com Guias e Santa Missa - 09:00 - 12:30 h - Colégio Marista Santa Maria

INDAIATUBA - SP
28 de setembro, segunda-feira(12:30h) - à 1º de outubro, quinta-feira (17:00h) - Encontro de Experiência de Deus - Centro de Espiritualidade Inaciana - Itaici


BELO HORIZONTE - MG
02 de outubro, sexta-feira - Palestra para Casais e Família - 19:30 - 21:30 h - Dayrell Hotel; 03 de outubro, sábado - Palestra para Público em Geral - 14:00 - 16:00 h - Chevrolet Hall; 04 de outubro, domingo - Encontro com Guias e Santa Missa - 09:00 - 12:30 h - Dayrell Hotel

NATAL - RN
07 de outubro, quarta-feira - Palestra para Casais e Família - 19:00 - 21:00 h - Catedral Metropolitana; 08 de outubro, quinta-feira - Encontro com Guias - 19:00 - 21:00 h - Hotel Parque da Costeira; 09 de outubro, sexta-feira - Palestra para Público em Geral e Santa - Missa (Concelebração Eucarística - pelos 25 anos TOV, 20 anos TOV no Rio Grande do Norte e pelo centenário da Arquidiocese de Natal) - 15:00 - 18:30 h - Catedral Metropolitana

RIO DE JANEIRO - RJ
12 de outubro, segunda-feira - Encontro com Guias - 14:00 - 16:00 h - Centro Cultural Marista; 13 de outubro, terça-feira - Palestra para Jovens e Educadores - 14:00 - 16:00 h - Centro Cultural Marista; 14 de outubro, quarta-feira - Palestra para Público em Geral e Movimentos - Pastorais e Santa Missa - 14:00 - 17:30 h - Centro Cultural Marista

APOIO: EDITORA PAULINAS, IRMÃOS MARISTAS, CHEVROLET HALL BH , OFICINAS DE ORAÇÃO E VIDA, ARQUIDIOCESE DE BELO HORIZONTE.
(Agência Goulart Grossi - Ana Beatriz Goulart Pereira - MAXPRESS Net)


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

IMPRENSA REGISTRA PRESENÇA E PALESTRAS DE FREI IGNÁCIO - I


FREI, CONSIDERADO UM DOS AUTORES DE MAIOR DIFUSÃO NA LITERATURA RELIGIOSA FALA COM IMPRENSA MINEIRA EM BELO HORIZONTE


GIRO MUNDIAL - HÁ DUAS SEMANAS NO BRASIL
 Por ocasião de um Giro Mundial, iniciado em fevereiro deste ano, e com um percurso que passou por cerca de 20 países, onde tem levado sua mensagem a empresários, formadores de opinião, famílias, jovens, educadores, e todos que buscam harmonia e gozo espiritual em suas vidas, Frei Ignácio Larrañaga Obergozo tem sido ouvido por milhares de pessoas, também aqui no Brasil.
O Frei é considerado um dos autores de maior difusão na literatura religiosa e de auto-ajuda. Entre suas obras, destacam-se Mostra-me teu rosto, O silêncio de Maria, Sofrimento e Paz, O casamento feliz, Suba Comigo e Arte ser feliz.
Hoje ele está em Indaiatuba, São Paulo, de onde virá para Belo Horizonte. No dia 02/10 ( sexta-feira) às 10h da manhã, ele fala com a imprensa mineira em uma coletiva no Dayrell Hotel. No mesmo dia, faz palestra para 500 casais no mesmo local. Ingressos deste evento já estão esgotados. No sábado, 03/10/009, o Frei Ignácio poderá ser ouvido por 3.500 pessoas no Chevrolet Hall, em evento que começa às 14h. Bilheterias abrem ao meio dia. Espera-se caravanas de todos os locais do interior de Minas. No domingo, 04/10, dia de São Francisco, o Frei tem um encontro exclusivo com Guias da Associação Internacional de Leigos, as Oficinas de Oração e Vida, data em que comemoram 25 anos de atuação no mundo. Coletiva de imprensa em Belo Horizonte Dia 02/10, sexta-feira, às 10h da manhã, no Dayrell Hotel Rua Espírito Santo, 901- Centro. Favor confirmar sua presença.
AUDITÓRIOS LOTADOS DURANTE GIRO MUNDIAL NO PARANÁ.

O povo Curitibano lotou o Auditório do Colégio Santa Maria na sexta-feira e no sábado. E o povo de Guias de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul, de São Paulo e todos os Guias do Paraná ainda "saboreiam" as palavras de doçura e de alento do nosso querido Frei Ignacio Larrañaga, conforme nos contam Guias da ANB 1! "Hoje predominam as lágrimas de uma saudade incontida. Porém reabastecidos e fortalecidos para continuar nesta tarefa evangelizadora, que são as Oficinas de Oração e Vida", comenta Roscleire Brotto.
FREI FALA COM JORNALISTAS EM CURITIBA.
A entrevista coletiva com o frei Ignácio Larrañaga, em Curitiba, na última sexta-feira, organizada e apoiada pela Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Curitiba, teve uma boa repercussão. A Gazeta do Povo, jornal mais lido de Curitiba, publicou uma entrevista exclusiva com o frei sobre o Giro Mundial. A coletiva durou cerca de 40 minutos. Segundo a assessoria à imprensa da Arquidiocese de Belo Horizonte, frei Ignacio preferiu fazer um bate-papo com os jornalistas. "Ele é mesmo um homem iluminado por Deus e foi um prazer muito grande conhecê-lo pessoalmente", comentou Andréa Adello, jornalista da Ascom da Cúria Metropolitana de Curitiba. Veículos presentes: Radio Evangelizar, Radio Canção Nova, Radio Iguassu, TV Educativa, jornal Informa Sul e equipe do o programa Evangeliza Show ,do padre Reginaldo Manzotti , veiculado na Band TV, TV Século 21.
DADOS ESTATÍSTICOS SOBRE AS OFICINAS DE ORAÇÃO E VIDA
NO MUNDO E NO BRASIL.

As Oficinas de Oração e Vida completam este ano 25 anos de serviço. Foram fundadas por Frei Ignácio Larrañaga. Hoje, estão sendo aplicadas nos 5 continentes, em 44 países, por milhares de Guias, voluntários que prestam o serviço por todo o mundo. No Brasil , segundo dados da Revista ECO - Espiritualidade, Comunhão e Oração, número 13, de 2008, há cerca de 5000 Guias atuantes em todo o país. Só em 2008, foram aplicadas 3.795 oficinas, chegando a 46.908 pessoas que se interessaram por conhecer mais sobre as Oficinas. Além destas Oficinas para adultos, há serviços para jovens. Cerca de 8 mil jovens vivenciaram as Oficinas no Brasil em 2008. Para ser Guia e prestar o serviço, é preciso fazer uma escola de formação, após participar de duas Oficinas. No Brasil hoje estão sendo realizadas 102 Escolas de Formação para preparar novas pessoas atuantes como Guias. Mais informações Ana Beatriz Goulart Pereira Assessoria à imprensa bia@goulartgrossi.com.br 31 3047 8840 ou 91026563
(http://www.maxpressnet.com.br/ - Editorias: Religião, Geral, Cultura, Internacional   AGÊNCIA GOULART GROSSI - MAXPRESS Net)

ANO SACERDOTAL


Papa convocou um Ano Sacerdotal (19/06 de 2009 a 19/06/2010), por ocasião do 150º aniversário da morte do santo Cura de Ars, a quem proclamará como padroeiro de todos os sacerdotes do mundo. O tema escolhido para o Ano Sacerdotal é o de «Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote». Está previsto que o Papa o abra com uma celebração de Vésperas, em 19 de junho, solenidade do Sagrado Coração de Jesus e Dia de Santificação Sacerdotal.


Durante este Ano jubilar, está prevista a publicação de um «Diretório para os Confessores e Diretores Espirituais», assim como de uma «recopilação de textos do Papa sobre os temas essenciais da vida e da missão sacerdotais na época atual». O objetivo deste ano é, segundo expressou o próprio Papa hoje aos membros da Congregação para o Clero, «ajudar a perceber cada vez mais a importância do papel e da missão do sacerdote na Igreja e na sociedade contemporânea.
(Texto transcrito do site da CNBB)


Sacerdotes, "in persona Christi Capitis", nossos Pastores, nossos Guias Espirituais, colunas da Igreja. Em nossas orações peçamos sempre bênçãos, graças, constantes dons divinos para estes Homens de Deus, Ministros do Culto Eucarístico e da Palavra Sagrada, para uma vida de paz, de amor, misericórdia, compreensão, paciência, de constantes realizações para o Reino de Deus.


As Oficinas de Oração e Vida, ao transmiitirem os ensinamentos de Frei Ignácio Larrañaga, o fazem em total aproximação e obediência aos Sacerdotes em suas Paróquias. Os servidores das Oficinas solicitam aos Páracos autorização para aplicarem as Oficinas e pedem permissão para realizarem as reuniões nas dependências das Paróquias. O acolhimento e o relacionamento com a Paróquia e seu Pastor muito distinguem o serviço dos TOV (Talleres de Oracion y Vida), Oficinas de Oração e Vida.
 
OFICINAS DE ORAÇÃO E VIDA

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

"ARTE DE SER FELIZ", SEGUNDO IGNÁCIO LARRAÑAGA

«ARTE DE SER FELIZ», SEGUNDO IGNÁCIO LARRAÑAGA

Fala o fundador das «Oficinas de Oração»

Por Lídia González e Teresa de Diego

MADRI, segunda-feira, 12 de maio de 2008 (ZENIT.org).

O Pe. Ignácio Larrañaga, sacerdote franciscano, capuchinho, fundador das Oficinas da Oração (http://www.tovpil.org), que beneficiaram mais de dez milhões de pessoas, é um dos mestres do espírito deste começo de milênio.

Autor de mais de 12 livros que foram traduzidos a mais de dez idiomas, ele teve uma enorme influência com sua pedagogia, que vincula a oração com a vida concreta, especialmente com a vida conjugal.


É autor de um dos livros de espiritualidade de mais êxito neste momento, «A arte de ser Feliz»  (Libros Libres), que já chegou à sua 7ª edição, com o qual pretende ajudar o homem moderno a sair de sua angústia e encontrar a felicidade.

Assim explica este missionário nesta entrevista, cuja obra, com reconhecimento pontifício, estendeu-se por todos os continentes.

-É possível que o homem seja realmente feliz?
-Pe. Larrañaga: Ainda que mágica, a palavra felicidade não deixa de ser uma palavra errada. Na realidade, ninguém é feliz, completamente feliz. Pode ter momentos de êxtase ou exaltação e nesses momentos parece que se chegou à plenitude da felicidade; mas, vã ilusão! São momentos efêmeros, fugazes. Pode haver faíscas de felicidade, de alegria, mas a felicidade em si? Não. O que aborta a felicidade é o sofrimento, e aqui podemos estabelecer uma lei de proporcionalidade: quanto mais sofrimento, menos felicidade; quanto menos sofrimento, mais felicidade. «A arte de ser feliz» ensina a eliminar ou diminuir qualquer sofrimento e, por este caminho, ensina não a ser feliz, mas sim a ser mais feliz. Eis aí a arte.

-Um homem que sofre doença ou dor física pode ser feliz?
-Pe. Larrañaga: Pode-se dizer que qualquer dor corporal já foi eliminada com os remédios modernos. Mas... e a doença? O problema da doença não é a perturbação biológica, mas a resistência mental que a angústia tem. A angústia é o pior espinho da doença. Um enfermo inundado de uma grande paz é um enfermo feliz.
Este livro ensina precisamente isso: arrancar da doença seu pior espinho, que é a angústia. Transformar a doença na «irmã doença» e fazer do enfermo um «enfermo feliz». Eis aí a arte.

-Hoje em dia vivemos pensando em ter êxito. Como preparar-nos para aceitar o fracasso?
-Pe. Larrañaga: É verdade. Estamos imersos em uma sociedade excessivamente competitiva na qual o mais forte, o mais audaz, o mais criativo vence na luta sem trégua. Por todas as partes se ouve o grito romano «ai dos vencidos», ou seja, «ai dos fracassados». Nesta sociedade não há lugar para os fracassados; eles são eliminados com crueldade e sem compaixão. Você me pergunta: como aceitar o fracasso sem cair? Francamente, não sei; ou melhor, acho impossível. Talvez só o espírito de fé e abandono em Deus poderia suavizar o sofrimento e ajudar a pessoa a manter-se de pé. Sem fé é inevitável cair de costas, feito pedaços.

-Há pessoas que acreditam que o homem se tortura com angústias e obsessões porque pensa demais.
-Pe. Larrañaga: Não porque pensa demais, mas porque dá voltas em sua mente, inutilmente, a fatos consumados e episódios tristes. E de tanto dar voltas em sua cabeça a acontecimentos tristes da vida, as pessoas se tornam temperamentalmente tristes. Os fatos que não têm solução ou cuja solução não está em nossas mãos, para que dar voltas na mente? Deve-se deixá-los nas mãos de Deus.

-Por que acredita que temos tanto medo de que os anos passem e a morte nos surpreenda sem ter vivido? Qual é sua resposta aos que temem a morte?
-Pe. Larrañaga: É um sentimento profundo, quase sempre inconsciente, mas real: os anos vão se passando e as pessoas estão se aproximando do ocaso da vida. Não lhes falta nada. Por ter tudo, até têm saúde física e mental, mas estão dominadas pela sensação de que lhes falta tudo. Se lhes perguntamos pela razão de seu viver, responderão que não a têm. É o vazio, a escura sensação de que a vida se vai sem que a tenham vivido. Sua existência não foi gratificante. Resposta aos que temem a morte? Não é fácil responder. É um fenômeno de grande complexidade. Esse temor, para os que não têm fé, participa do «horror vacui», horror ao vazio. Certamente é um temor irracional: deveriam pensar mil vezes na lei universal de que o que começa, acaba, lei respeitada por todos os seres da criação, exceto pelo homem.

-Da mesma forma que aprendemos a ler, escrever... temos de aprender a ser felizes? Depende de nós ou das circunstâncias que nos corresponde viver?
-Pe. Larrañaga: Na época pré-humana, os animais não tinham problemas para viver. Todos os seus problemas tinham soluções mediante mecanismos instintivos com os que resolviam, quase mecanicamente, suas necessidades elementares. Os animais não podem ser mais felizes do que são. Não têm problemas. O homem, ao contrário, desde que sai à luz, só encontra problemas: tem de começar a respirar, alimentar-se, a andar, a falar... e assim, ao longo dos anos, e até a morte , sua existência é um eterno aprender a viver e ser feliz. É verdade que há personalidades geneticamente inclinadas à tristeza, outras à alegria. Também é verdade que certas circunstâncias da vida podem favorecer ou colocar obstáculo ao viver. Mas é o próprio leitor quem tem de pôr em prática os meios de autoliberação que o livro entregará em um processo de progressiva superação do sofrimento humano, avançar paulatinamente rumo à tranqüilidade da mente, a serenidade dos nervos e a paz da alma.

-Atualmente dispomos de muitos meios materiais, avanços tecnológicos... mas as pessoas parecem mais individualistas, nervosas, distraídas, ou seja, menos felizes. Teremos de fugir para uma ilha deserta para ser felizes?
-Pe. Larrañaga: Efetivamente, a sociedade moderna é assassina, digamos assim, porque acaba por desintegrar o mais sagrado do homem, que é a unidade interior e a estabilidade emocional. E por aí sobrevém a dispersão, o estresse, e podemos aproximar-nos perigosamente da depressão, e tudo isso em meio à sensação generalizada de desassossego. Para salvar-nos de uma sociedade tão desestabilizadora, não precisamos retirar-nos a uma ilha solitária. Mas tampouco cabe a possibilidade de viver um presente de natal. O leitor terá de submeter-se a um processo de autoliberação seguindo as pautas do livro.

-Você dá muita importância à oração; precisa dela para viver com alegria?
-Pe. Larrañaga: Penso absolutamente que o trato de amizade e a relação pessoal com Deus favorecem enormemente, quase decididamente, a liberdade interior, a ausência do medo e da alegria de viver. Também suspeito que a oração e a atitude de abandono são o único caminho da paz profunda. De qualquer forma, penso que os golpes rudes da vida nos despedaçarão inevitavelmente se Deus estiver totalmente ausente do coração.

-E se a pessoa não tem fé, pode ser igualmente feliz?
-Pe. Larrañaga: Compreendo que pode haver homens e mulheres completamente agnósticos e igualmente felizes. Mas isso por exceção. O homem, sem fé, tem de sentir um grande vazio, na última solidão do ser, naquele poço infinito que só um infinito pode preencher. Em todo caso, todas as reflexões e orientações que «A arte de ser feliz» oferece vão dirigidas aos que não têm fé ou cuja fé é frágil.

OFICINAS DE ORAÇÃO E VIDA

terça-feira, 24 de novembro de 2009

ENTREVISTA COM FREI IGNÁCIO LARRAÑAGA

HÁ UM GRANDE VAZIO DE DEUS, E SE BUSCA ALGO QUE SE ASSEMELHE A ELE

QUERÉTARO, quarta-feira, 13 de junho de 2007 (ZENIT.org-El Observador).- O Pe. Ignácio Larrañaga é um sacerdote franciscano capuchinho, de origem espanhola, que desenvolveu um amplo trabalho animador e evangelizador durante mais de 25 anos, primordialmente através desse serviço eclesial conhecido como Oficinas de Oração e Vida, que datam de 1984, e que beneficiaram cerca de dez milhões de pessoas.

O Pe. Larrañaga é autor de mais de doze livros, que foram traduzidos a mais de dez idiomas, e teve uma enorme influência em países de fala hispânica com sua pedagogia que vincula a oração à vida concreta, especialmente à vida matrimonial. Reproduzimos, a seguir, uma entrevista exclusiva que o Pe. Larrañaga concedeu a Zenit-El Observador.


Em seu livro «Mostra-me o teu rosto», o senhor coloca este epílogo de Karl Rahner: «O homem do futuro será um místico que experimentou Deus ou não será nada». Como percebe o fundo desta sentença?

Padre Larrañaga: Eu penso que em geral vivemos hoje em dia uma cultura, não digo atéia, mas sim pagã, onde só interessa o bem-estar, o dinheiro, a satisfação, o hedonismo; mas isso não pode de forma alguma durar por muito tempo, porque então sobrevém o vazio existencial, e isso leva, por exemplo, ao suicídio, porque, então, se nada tem sentido, para que viver? Frente ao futuro, deve haver uma espécie de mudança no modo de ser e de sentir do homem na sociedade futura. O que Ranher quer dizer é que na Igreja Católica a religião é eminentemente doutrina, dogmas, teorias, teologia, e se não é mística (a religião), trato pessoal com Deus, e se verdadeiramente não há experiência de Deus, não haverá nada: a religião seria um conjunto de palavras vazias que não têm sentido algum. Então, ou será experiência pessoal de Deus ou simplesmente isso não tem razão de ser, são puras palavras que andam de boca em boca.

Parece que o mundo moderno é um mercado de experiências religiosas.

Padre Larrañaga: Há uma evidência: hoje em dia se experimenta um grande vazio de Deus e vai suscitando-se uma fome de Deus, um desejo de Deus, mas confuso e obscuramente, sem saber exatamente o que é. Então, busca-se algo que se assemelhe a isso; daí vêm os movimentos como a New Age, as religiões orientais e todas essas coisas que vão vindo como uma espécie de substituto dessa fome de Deus que realmente a sociedade, sem perceber, sente e pensa. A cultura moderna está sentindo um grande vazio e não sabe de que, mas no fundo é do próprio Deus.

O senhor criou as Oficinas de Oração e Vida. Neste contexto da fome de Deus que o homem moderno padece, como se insere esta experiência das oficinas? O que elas oferecem?

Padre Larrañaga: Este serviço eclesial, assim visto pela Santa Sé, chamado de «Oficinas de Oração e Vida», chegou nestes 22 anos a cerca de nove ou dez milhões de pessoas que os receberam, e em geral a impressão é que muda a vida, e esta mudança de vida significa que é uma visão totalmente nova, um modo de viver o cristianismo a vida seguindo os passos de Cristo Jesus, pacientes como Jesus, bondosos como Jesus.

Concretamente, em que consiste a experiência das Oficinas?

Padre Larrañaga: É uma proposta global muito detalhada. Em primeiro lugar, trata-se de que os assistentes aprendam a relacionar-se com Deus de uma forma variada, sistemática, metódica, desde os primeiros passos até as alturas da oração transformadora -- ou oração contemplativa.
Outra finalidade é de que maneira evitar os traumas, as feridas da vida, as angústias e tristezas, todo o negativo do coração, como eliminá-lo e que tudo isso não influa no estado emocional da pessoa.
Também pretende a apresentação estimulante, viva, vibrante, entusiasta de Jesus Cristo Nosso Senhor como modelo de vida, com uma pergunta que está no fundo de tudo: o que faria Jesus em meu lugar?
Então propomos um programa fascinante: ser humildes, pacientes, bondosos, sentir, amar como Jesus o fez, modelo de vida em tudo; é um programa de santificação «cristificante».
Finalmente, impulsionamos os participantes a comprometer-se em uma vida apostólica: amigos de Jesus, apóstolos de Jesus; esta é a finalidade que pretendemos com todos aqueles que vêm às oficinas: nós os devolvemos à vida transformados em amigos do Senhor, libertados de angústias e traumas, e verdadeiramente homens e mulheres de oração.

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ENSINAMENTOS DE FREI IGNÁCIO: "SOFRIMENTO E PAZ"


"Diz a experiência que a fé pode ser lenitivo eficaz para a calmar a dor. Fé em Jesus Cristo crucificado e ressuscitado. Fé em Deus que criou um mundo tão belo, mas tão imperfeito aos nossos olhos, onde os contrários se chocam dolorasamente. O ser humano sempre interrogou o seu criador: ´Por que tanto sofrimento?´ Não há resposta nem solução, apenas silêncio. Parece que Deus joga no time adversário. O homem luta para viver com mais dignidade e felicidade, pesquisa e consegue curar certas doenças, mas vem alguém e coloca outras como o câncer ou a aids. O Filho de Deus veio anunciar seu reino de amor preferencial aos pobres e humildes. Mas eles continuam sempre mais pobres, mais explorados e humilhados. Vale a pena o fraco ser humnao esperar algum auxílio de seu Deus onipotente, que parece insensível e sádico? Será que a solução está em descarregar toda a culpa em Deus, cruzar os braços e soferer com estóica apatia?"

"Inácio Larrañaga não pensa assim. Com este livro quer colocar nas mãos do leitor meios práticos para mentalizar ou, ao menos, atenuar o sofrimento que aí está, que ninguém desejou nem convidou. Os três primeiro capítulos são para aqueles que têm pouca fé, ou nenhuma. O quarto é para aqueles que têm fé forte e fecunda. De um lado a perspectiva apenas humana, sem os pressupostos da fé. De outro, uma reflexão a partir da perspectiva cristã."
(Texto transcrito do livro "Sofrimento e Paz", da Ed. Vozes, 16ª edição) 

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