CAMINHO

CAMINHO
FÉ - ESPERANÇA - PAZ - AMOR

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

CURSO PARA CASAIS - diálogo, comunicação. Chegar à família através dos casais.



Mais uma inspiração de Frei Ignácio, fundador das Oficinas de Oração e Vida, agora um trabalho dirigido essencialmente aos casais. Em Santiago do Chile, no mês de janerio de 2006, ao terminar o Manual para o Curso para Casais, Frei Ignácio ao celebrar alegremente agradecendo ao Senhor, por ter chegado a termo mais uma obra para maior glória de Deus, assim se expressou "deixo, no ocaso de minha vida, este Curso, com a esperança de depositar nas mãos de alguns casais, harmonia e paz".

No anseio de conquistar todos os casais, em particular aqueles com dificuldades com a mensagem religiosa, Frei Ignácio nos esclarece, "o Curso para Casais não tem a ver com uma clássica Oficina de Oração e Vida, nem em sua estrutura nem em seus objetivos. Numa Oficina de Oração e Vida, tanto a estrutura como os objetivos traçam uma linha permanentemente vertical: uma descendente (Deus nos fala) e outra ascendente(falamos com Deus)". Continua Frei Ignácio, "no Curso para Casais, em troca, a linha está traçada horizontalmente. Quer dizer, trata-se de um movimento de comunicação e diálogo, de interior a interior, de coração a coração. Um movimento no qual se estabelece uma corrente de abertura e acolhida, onde o casal se esclarece e entende, se compreende e se perdoa, se aceita, entra em harmonia e desperta um gozo recíproco de amor e paz".
Uma colaboração. Talvez você já conheça, participe ou já tenha participado de Movimentos para Casais. Que bom! Já há entre nós uma identificação. Conhecemos e participamos,  também, desse serviço dos Movimentos de Casais. Podemos adiantar-lhes que este Curso para Casais, criado por Frei Ignácio, é totalmente diferente dos Movimentos de Casais que conhecemos. Frei Ignácio dirige e orienta todo o trabalho ao casal, conduzindo os mesmos, por meio de palestras, encontro a dois, a uma participação efetiva, fortalecendo o diálogo e a comunicação. Temas, assuntos, instruções, orientações, ajudam o casal a avaliações, a ouvir o outro, a perdoar, a compreender, a calar, a ceder, ter paciência. Folhetos serão entregues no final de cada reunião(são seis reuniões) sobre os temas abordados, para uma vivência do casal. Procure conhecer o Curso para Casais, você vai gostar. Será uma oportunidade para aumentar o "primeiro amor".
CLIQUE NA ESTAMPA PARA MELHOR VER O TEXTO

domingo, 3 de janeiro de 2010

EXPERIÊNCIA DO AMOR OBLATIVO

Era uma vez, um maravilhoso jardim, situado bem no centro de um  grande  campo. O dono costumava passear pelo seu jardim, ao sol do meio-dia...


Um esbelto bambu era para ele a mais bela e estimada de todas as árvores do seu jardim. Ao seu olhar carinhoso, esse bambu crescia e se tornava cada vez mais bonito. Ele sabia que seu dono o amava e que era a sua alegria.
Um dia, o dono, pensativo, aproximou-se de seu bambu. E num sentimento de profunda veneração, o bambu inclinou sua cabeça imponente... O Senhor disse a ele: "Querido bambu, eu preciso de você..." O bambu respondeu: "Meu senhor, estou pronto, faze de mim o que quiseres!". O bambu estava feliz! Parecia ter chegado a grande hora de sua vida: seu dono precisava dele e ele iria servir-lhe.
"Bambu!" a voz do senhor era grave. " Só poderei usar-te, se eu te podar"... "Podar?... a mim, Senhor? por favor, não faça isto! Deixe a minha bela figura. Tu vês como todos me admiram...". "Meu bambu amado" - a voz do senhor tornou-se ainda mais grave ! Não importa que te admirem ou não... Se eu não te podar. não poderei usar-te...". No jardim, tudo ficou silencioso. O vento segurou a respiração, finalmente o lindo bambu se inclinou e sussurrou: "Senhor, se não me podes usar sem podar-me... então, faça comigo o que quiser.



Meu querido bambu – devo também cortar a tuas folhas!... ". "Ó Senhor, se me ama, preserve-me de tal mal! Pode destruir minha beleza, mas por favor, deixe as minhas folhas..." Não poderei usar-te se não tirar também as folhas." O sol escondeu-se atrás das nuvens... Algumas borboletas e pássaros, que por ali brincavam, afastaram-se assustados... O bambu, trêmulo, à meia voz disse: "Senhor corta-as!..."


Disse o Senhor novamente: "ainda não basta, meu querido bambu. Devo."cortar-te pelo meio e tomar teu coração... Se não faço isto, não posso usar-te."Por favor, Senhor, disse o bambu, eu não poderei mais viver...Como viver sem coração?...” "Devo tirar teu coração, caso contrário, não posso usar-te." Houve um profundo silêncio... Alguns soluços com lágrimas abafadas... Então o bambu inclinou-se até o chão e disse: "Senhor, poda, corta, parte, divide, toma-me por inteiro, reparte..."



O Senhor desfolhou o bambu... Decepou seus galhos... Partiu-o em duas partes... Tirou-lhe o coração. Depois, levou-o para o meio do campo ressequido, a uma fonte de onde brotava água fresca. Lá o Senhor deitou cuidadosamente seu querido bambu no chão. Ligou uma das extremidades do tronco decepado à fonte, e a outra levou-a até o campo... E a fonte cantou boas vindas...


As águas cristalinas precipitaram alegres pelo corpo despedaçado do bambu, correram sobre os campos ressequidos, que por elas tanto haviam suplicado... Ali plantou-se o trigo, o arroz, o milho, rosas, margarida e outras flores das mais variadas espécies e cores...
Os dias passaram, a sementeira brotou, cresceu e veio o tempo da colheita, farta, abundante... Assim, o tão maravilhoso bambu de outrora, em seu despojamento, em seu aniquilamento e humildade, transformou-se numa grande benção para toda aquela região.
Quando ele era belo, crescia somente para si e se alegrava com sua própria beleza. Agora, no seu despojamento, aniquilamento e entrega, tornou-se o canal do qual o Senhor se serviu para tornar fecundas suas terras...


 E muitos, homens e mulheres encontraram a vida e viveram desse tronco de bambu podado, cortado, decepado, partido!...

Busquemos o que nos ensina Frei Ignácio sobre acontecimentos em nossa vida que a princípio não aceitamos, nos trazem dores, angústias, incompreeensões, Frei Ignácio ensina-nos a experiência do amor oblativo:
"Oblativo e não emotivo. Ninguém gosta de fracassar, nem que lhe derrubem a estátua de sua popularidade. Ninguém se emociona por ser destituído do cargo, ser vitima de malidicência ou de incompreensão. Entretanto, podemos assumir essa e outras eventualidades, não com agrado emocional, mas com paz e com sentido oblativo, como quem abandona nas mãos do Pai uma oferta dolorosa e fragante... É um amor puro (oblativo) porque nele não existe compensação de satisfação sensível. Além disso, é um amor puro porque se efetua na fé escura: o cristão, passando por cima das aparências visíveis da injusiça, contempla a presença da vontade do Pai, permitindo essa prova. A sabedoria consiste em discernir o que posso do que não posso mudar, e em ligar os reatores no rendimento máximo para alterar o que ainda é possível, e para me abandonar, com fé e com paz, nas mãos do Senhor, quando aparecerem fronteiras intransponíveis". - "Mostra-me o Teu Rosto" - Frei Ignácio Larrañaga - Ed. Paulinas 
http://www.tovpil.org/








sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

ESFORÇO, OBSTÁCULOS AJUDAM



- Um homem viu surgir uma pequena abertura num casulo. Sentou-se perto do local onde o casulo se apoiava e ficou a observar o que iria acontecer. Como é que a lagarta conseguiria sair por orifício tão miúdo? Mas logo lhe pareceu que havia parado de fazer qualquer progresso, como se tivesse feito todo o esforço possível e agora não conseguisse prosseguir.
- Ele resolveu então ajudá-la, pegou uma tesoura e rompeu o restante do casulo. A borboleta saiu toda feliz. Mas seu corpo estava murcho; além disso era pequeno e tinha asas amassadas.
- O homem continuou a observá-la porque esperava que a qualquer momento as asas dela se abririam e se estenderiam para serem capazes de suportar o corpo que iria se formar. Nada aconteceu! Na verdade a borboleta passou o restante da sua vida rastejando com um corpo murcho e as asas encolhidas. Nunca foi capaz de voar.

- O que o homem em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para sair através da pequena abertura eram o modo pela qual Deus fazia com que o fluido do corpo daquele pequeno inseto circulasse até suas asas para que elas ficassem prontas para voar assim que se livrasse daquele invólucro.
Algums vezes o esforço é justamente aquilo que precisamos em nossa vida. Se Deus nos permitisse passar através da existência sem qualquer obstáculo, Ele nos condenaria a uma vida atrofiada. Não iríamos ser tão fortes como poderiamos ter sido. Nunca poderíamos alçar vôo.  
Vejamos como Frei Ignácio, nos ensina, nos ajuda a vencer os obstáculos, as dificuldades, levando-nos para junto de Deus. "Muitas vezes a Bíblia nos diz que Deus está conosco e também diz que estamos (nos sentimos) ´longe do Senhor´" (2Cor 5,6). Frei Ignácio com uma alegoria fala-nos dessa "ausência presença":
"Disseram-me que agarrasse uma estrela com a mão. Comecei a subir nos telhados para alcançá-la. Continuei escalando montanhas. Ergui-me no cume das cordilheiras, lá onde não chegam nem os condores. E a estrela? Cada vez mais longe de minha mão. Eu sou isso: um simples impulso, uma chama despreendida da madeira. Eterno peregrino que sempre busca e nunca encontra. quando haverá para mim um planeta ou uma pátria em que possa descansar e dormir? Eu Te aclamo e Te reclamo. eu Te afirmo e Te confirmo. Eu Te exijo e tenho necessidade de Ti. Eu Te anelo e Te conjuro. Tenho saudade e anseio por Ti. Minhas asas já estão fatigadas de tanto voar. Neste dourado entardecer, agora que se apagaram os fogos do dia e a serenidade inunda a Terra, suba a Ti minha humilde súplica: Tu que sustentas o mundo em Tuas mãos, acalma e sacia todas as minhas expectativas. Tenho sono. Quero dormir."  - "Mostra-me o Teu rosto" - Frei Ignácio Larrañaga - Ed. Paulinas.
Nas Oficinas de Oração e Vida aprendemos a enfrentar e conviver com os obstáculos que a vida nos apresenta. Venha nos conhecer, a participar conosco. Estaremos juntos com você, aprendendo com Frei Ignácio com as angústias, com as dificuldades, com as alegrias, com as incompreensões, com a falta de perdão. E aquela ausência(que sentimos) de Deus torna-se uma Presença Infinita bem próxima de nós, numa realidade que nos inunda de amor e paz.



quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

ESTRANHA ASSEMBLEIA

Contam que na carpintaria houve uma vez uma estranha assembleia. Foi uma reunião de ferramentas para acertar as suas diferenças.
Uma martelo assumiu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar. A causa?

         Fazia demasiado barulho; e, além do mais passava o tempo todo golpeando. O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo. Diante do ataque, o parafuso concordou, mas pediu que também fosse expulsa a lixa que era áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos. A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro, que vivia medindo os outros com a sua própria medida. Como se fosse o único perfeito.
Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material e iniciou o trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso. Assim a rústica madeira se converteu em um fino móvel.
Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembleia renovou a discussão.
Foi então que o serrote tomou a palavra e disse: "Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com as nossas qualidades, com os nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos em nossos pontos fracos, concentremo-nos em nossos pontos fortes".
   A assembleia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limar e afinar a aspereza, e o metro era preciso e exato. Sentiram-se então como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade. Sentiram alegria pela oportunidade de trabalhar juntos..
Ocorre o mesmo conosco. Quando uma pessoa busca defeitos em outras, a situação torna-se tensa e negativa; ao contrário, quando se busca, com sinceridade, os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas e virtudes humanas.
É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo. Mas encontrar qualidades... é um desafio a ser vencido.

Nas Oficinas de Oração e Vida aprendemos o "amor de fraternidade". Assim nos ensina Frei Ignácio Larrañaga: "O amor de fraternidade não é espontâneo, mas fruto de uma convicção. O motivo do amor, neste caso, não é um impulso vital mas os critérios da fé. O amor da fraternidade, o amor fraterno, passa por cima das reações impulsivas (gosto, não gosto, ofendeu-me, não me aceita...) e descobre no outro o irmão, porque o Pai dele é meu Pai, e meu Deus e o seu Deus.
Não importa que haja ou não consanguinidade ou afinidade entre nós. Temos em comum algo mais importante: uma raiz subterrânea que arma e sustém existências diferenrtes: o Pai. A tal ponto que lá, na substância original paterna, ele e eu somos uma só e a mesma realidade. Essa convicção nasce da fé." ("Suba Comigo" - Frei Ignácio Larrañaga - Ed. Paulinas)

http://www.tovpil.org/








segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

CONSOLIDAÇÃO DA FAMÍLIA TOV - MÉXICO - MONTERREY





















CONVENÇÃO INTERNACIONAL PARA CONSOLIDAÇÃO DA FAMÍLIA TOV - 2008
De 20 a 23 de março de 2008 - Semana Santa - vivemos uma aventura maravilhosa em Monterrey, no México, na CONVENÇÃO INTERNACIONAL PARA A CONSOLIDAÇÃO DA FAMÍLIA TOV, onde se reuniram 8.400 pessoas de 42 países, dos 44 onde se realizam as OFICINAS DE ORAÇÃO E VIDA. Comemoramos os 80 anos do FREI IGNÁCIO LARRAÑAGA no melhor estilo. Muita oração, muita alegria, palestras de muita sabedoria deste homem de Deus e a experiência de conviver com Guias em várias linguas e saborear este amor visível de Deus a cada um de nós. Cada Zona dos TOV estava vestindo a camiseta de uma cor e o espetáculo foi fantástico. No primeiro dia cada Zona estava separada, juntos com a mesma cor e depois fomos nos misturando e mesclando as cores e aí então a harmonia ficou bem maior... MARAVILHA!!!! Foram muitas e muitas bênção de Deus para cada um que pode estar lá! Apreciem à vontade!!!!






















http://familiavilela.fotopages.com/ - nossos agradecimentos

domingo, 6 de dezembro de 2009

Jornal “GAZETA DO POVO” do Paraná, entrevista Frei Ignácio

ENTREVISTA

“A oração dá a paz que nenhum psiquiatra oferece”




Frei Ignacio Larrañaga, sacerdote e fundador das Oficinas de Oração e Vida

Publicado em 26/09/2009

MARCIO ANTONIO CAMPOS


Entre uma pergunta e outra, frei Ignacio Larrañaga repara que o grupo de guias curitibanos das Oficinas de Oração e Vida absorve com atenção cada palavra do que ele diz – afinal, não é sempre que se pode estar tão perto do criador desse método de espiritualidade que completa 25 anos tendo influenciado milhões de pessoas nos cinco continentes. Para comemorar o jubileu de prata, o sacerdote espanhol de 81 anos está rodando os Estados Unidos e a América Latina para encontros com milhares de pessoas, familiarizadas ou não com as Oficinas. O Brasil é a antepenúltima parada, e frei Ignacio faz hoje o segundo desses encontros – o primeiro deles ocorreu ontem, e amanhã ainda haverá um evento reservado aos guias das Oficinas (nelas, pequenos grupos se reúnem semanalmente durante alguns meses para desenvolver sua espiritualidade). Um dos escritores católicos mais lidos do mundo, frei Ignacio conta, em entrevista exclusiva à Gazeta do Povo, que não faz mais do que aproveitar as oportunidades que Deus lhe dá.

Que mensagem o senhor traz para aqueles que vão encontrá-lo durante esse giro pelo Brasil?
Nós estamos comemorando 25 anos das Oficinas de Oração e Vida, um trabalho silencioso e eficaz. A mensagem que eu trago é a da experiência de intimidade com Deus. Um trato pessoal, a sós, em que Deus é acolhido, não apenas aceito. E a essência dessa intimidade é a oração, e a paz que vem dela nenhum psiquiatra no mundo pode oferecer. Quem passou pelas Oficinas aprendeu como reservar um tempo para estar exclusivamente com Jesus por meio da oração, mesmo com tantas tarefas no dia a dia. O que nós oferecemos é exatamente o caminho oposto ao que o mundo vem oferecendo às pessoas, especialmente aos jovens.

E que ameaças o senhor identifica no mundo moderno?
A cultura atual pede um estilo de vida pós-moderno, uma cultura que prescinde de Deus. O homem passa a ser centrado em si mesmo e daí surgem perguntas que ficam sem resposta. Que sentido tem tudo isso? O niilista moderno não sabe responder, porque na pós-modernidade nada vale a pena, e “nada” é uma palavra terrível. A sociedade caminha para um vazio interior. Você nunca se perguntou por que as maiores taxas de suicídio estão justamente nos países mais ricos? Não lhes falta nada, mas ao mesmo tempo lhes falta tudo. E nos jovens isso se reflete de forma ainda mais trágica. Eles estudam, adquirem informação, conhecem todas as novas tecnologias, mas são vazios por dentro.

Por que realizar encontros com grupos específicos, como pais e professores?
Eu sempre faço um evento geral, e alguns com certos grupos para aprofundar naquilo que lhes é particular. Um dos grandes mistérios desse meu giro é que muitos casais vêm aos encontros. Eles superam totalmente as expectativas de números que os organizadores fazem. Mas eu fico feliz, porque isso mostra que os casais têm um desejo profundo de acertar, que seu matrimônio esteja bem. E se o casal vai bem, a família vai bem, e a sociedade vai bem. Por isso temos também um curso voltado apenas para os casais, em que eles têm um tempo diário para si mesmos, respondem a perguntas que vão bem fundo, sobre como eles se veem e como gostariam que seu casamento fosse.

Estamos no meio de um Ano Sacerdotal, proclamado pelo Papa. Qual a sua mensagem para os padres?
Esta é uma época difícil para ser padre, por tudo aquilo que já conversamos. Então, para que os sacerdotes possam ser verdadeiros amigos, discípulos, apóstolos de Jesus Cristo, só existe um caminho: eles precisam ter espírito de oração. Um padre de oração ilumina a Igreja. Ele não precisa procurar as pessoas – as pessoas o procuram, porque esse padre espalha o aroma de Deus. Eu acho uma pena quando vejo sacerdotes que não apenas não rezam, mas que ainda por cima não apreciam a oração. Ficam apenas na pregação social, e às vezes nem nos seminários se cultiva o hábito de rezar. Isso é fatal. Jesus se dedicava integralmente aos últimos da sociedade, mas sempre buscava tempo para estar com o Pai por meio da oração. E aos leigos eu digo e repito: rezem pelos padres, rezem muito. E, por difícil que possa ser, sejam compreensivos para com os padres que erram.

As Oficinas já estão espalhadas pelos cinco continentes. Qual é o futuro?
Não sei dizer concretamente. No meu livro mais recente eu disse que seria o último, mas acabo sempre escrevendo mais um. O que sei é que o futuro será como tem sido sempre: Deus abre as portas, e nós entramos.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

ENSINAMENTOS DE FREI IGNÁCIO LARRAÑAGA - "ITINERÁRIO RUMO A DEUS"

"ITINERÁRIO RUMO A DEUS"

Este livro é fruto da convicção de que "Deus não é teoria, nem teologia. É pessoa concreta..." (p. 7). Ignácio Larrañaga, a partir de sua experiência de oração, propõe um itinerário para que seus leitores possam falar de Deus com autoridade, pois "Ninguém terá o direito de falar de Deus, se não falar com Deus..." (p. 8).

O caminho que conduz a Deus passa pela oração, que não é jogo de palavras sem nexo, mas o establecimento de uma relação que leva ao encontro do orante com o "Tu" que é mistério infinito.
A oração é a relação de dois amantes. É um diálogo de amor, que nem sempre precisa de palavras, pois é o encontro de interioridades.
Como estabelecer esta relação? Lançar-se de cabeça no mar de Deus, acalmar-se, acolher o mistério infinito de Deus. Adorar em espírito e verdade.
O autor adverte que aprofundar-se neste mistério não é utopia fácil. É preciso evitar as ilusões, sem incorrer em racionalismo.
Mesmo com dificuldades, o itinerário rumo a Deus vale a pena, pois, se feito com esforço, esperança e paciência, leva a alma ao inefável abraço do seu Amado.
Através de quatro capítulos deste livro: princípios e constantes da oração; purificação e ascensão penitencial; rumo ao encontro; oração e vida,  Ignácio Larrañaga descreve-nos as diversas fases do itinerário rumo a Deus. Nesse caminho de vida espiritual, as primeiras fases são iniciativa da alma, mas, pouco a pouco, o próprio Deus vai tomando a iniciativa, conduzindo-a até as últimas alturas.
 ("Itinerário Rumo a Deus" - Editora Paulus - texto)